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Posts Tagged ‘Design’

Ninguém fala isto para os iniciantes ao design, criação, web design e afins. Eu gostaria que alguém tivesse me falado.
Nós que trabalhamos com criação, entramos nessa porque temos essencialmente bom gosto.

MAS HÁ UM DEGRAU!

Nos primeiros anos você faz trabalhos muito ruins. Estão tentando ser bons, tem potencial, mas não são. Porém seu bom gosto, o que te colocou no jogo, ainda é matador! E é por isso que o seu trabalho desaponta você.

Um monte de pessoas nunca passam desta fase, elas DESISTEM.

Muitas das pessoas que eu conheço, que fazem trabalhos incríveis, interessantes, criativos, ficaram anos nessa. Enxergamos que nosso trabalho não tem aquela coisa especial, aquele brilho! Todos nós passamos por isso.

Se você está começando, ou ainda esta nesta fase, você precisa saber que isto é normal e a coisa mais importante que você pode fazer é TRABALHAR MUITO.

Coloque-se em um “dead-line” toda semana e ao final desta, veja o fim de uma história. É só trabalhando em muitos projetos que você subirá este degrau, e então…

Seu trabalho será tão bom quanto sua ambição.

Eu demorei muito para entender isso, mas todos que encontrei disseram:
– Isso vai durar pouco tempo, é normal levar um certo tempo. Você apenas precisa lutar para trilhar o seu próprio caminho!

Adaptação livre do texto da imagem. Autor: [carece de fontes]*


 

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Reuni todo o material, queimei fosfato, pensei, pensei. Fiz um rascunho de como deveriam ser as telas, posições de menus, animações. Nem sabia que não precisava de computador! O cliente assinou a proposta, o contrato. Tudo certo! Agora é a hora, apertem os cintos e vamos lá!

Não sei vocês, mas eu já tentei criar layout de web-site até no Corel… É vício de quem trabalhou em gráfica com arte-final no início de carreira. Logo que você descobre que o Photoshop é a melhor opção, fica mais tranquilo manipular as idéias para construir uma interface.

O web-site não passa disso, uma interface. O usuário quer a informação que está no site e esta informação precisa estar organizada e acessível. É a interface que “conversa” com o nosso amigo usuário. É realmente um desafio prever como esta comunicação acontecerá e se será bem sucedida.

Quando eu crio um layout para web-site, costumo perguntar a amigos, parentes, e qualquer um que esteja por perto o que a pessoa está entendendo, vendo. Por incrível que pareça, são os menos familiarizados que podem nos passar dicas preciosas sobre as falhas do layout.

Desenhando o Layout

Entenda-se por “layout” uma representação gráfica, não funcional, do projeto, ou seja, é uma imagem estática. É esta peça gráfica que você apresentará ao cliente para aprovação.

Abra o Photoshop, um novo arquivo. Costumo trabalhar com as medidas de 750px de largura por 500px de altura (update fev/2013: a realidade agora é que cada dispositivo segue um medida e os monitores aumentaram de tamanho! baseio meus layouts para internet na medida de 900px de área útil), com resolução de 72dpi. Não adianta trabalhar com resolução maior, pois esta é a resolução que o monitor utiliza.

Estas especificações foram as que escolhi para iniciar um projeto, são escolhas pessoais, nada impede de você formar seu padrão. A largura do layout neste caso é importante para evitarmos o “scrooling“, que faz aparecer uma barra de rolagem horizontal… péssimo para quem está navegando.

Apesar de monitores com resolução de 1024px por 768px serem comuns hoje em dia, eu ainda teimo em projetar sites para o padrão 800px por 600px. É melhor pensar sempre em quem possue os recursos mais limitados de acesso (que são a grande maioria) do que os poucos privilegiados.

Procure trabalhar com as imagens com a melhor qualidade possível, para dar uma aparência profissional ao layout. Caso você tenha reduzido uma foto, utilize o “unsharp mask” no menu de efeitos para dar maior nitidez.

Coisas a pensar durante a execução do layout

Pense em continuidade do layout e posicionamento do bloco na tela. Recomendo que você pense em centralizar o layout e neste caso é bom pensar em como ele vai continuar para os dois lados.

Algo polêmico, mas impossível de deixar de lado. Sites totalmente em Flash perdem muito em velocidade, acessibilidade e o pior: O Google é cego, ou seja, não lê informações em arquivos SWF. Nada contra utilizar o Flash, mas utilizá-lo com cautela e em poucas partes do web-site é a melhor opção.

É importante também pensar em livrar-se do método de utilizar tabelas para posicionar os itens. Estude HTML e CSS, o conceito de “Tableless” nos permite um controle muito maior sobre usabilidade, acessibilidade, renderização em navegadores diferentes, outras plataformas (como palms e celulares), versões para impressão, etc. O código fica mais leve, os buscadores entendem melhor o conteúdo, isso sem falar na facilidade de fazer alterações no web-site.

Apresentando o layout

Produza uma ou duas variações para a peça gráfica. Apresentar muitas opções pode deixar o cliente confuso e a aprovação indefinida. Ao mostrar os layouts procure explicar de forma fácil e acessível, evitando termos técnicos, sobre quais foram os conceitos utilizados para gerá-lo. Fale sobre suas pesquisas, sobre os concorrentes… tente embasar o projeto para evitar comentários levianos.

Se você tiver um laptop, leve-o e apresente a imagem ao cliente. É importante também levar o layout em um pen-drive, que permita a você mostrar o layout em um monitor da empresa. Aproveite esta chance para explicar que podem haver variações de cores de uma máquina para outra.

O ideal é levar o layout impresso em papel e anotar nesta imagem todas as alterações, itens duvidosos, etc. Caso não hajam alterações, peça para que o cliente assine o papel aprovando a imagem. Esta folha pode servir como um documento atestando a aprovação.

Em caso de alterações serem necessárias, proceda da mesma forma ao reapresentar o layout. É comum também o cliente não aprovar o projeto de primeira. Ele quer conversar com sócios, funcionários, com a mãe e o pai dele e se bobear, irá parar alguém na rua para emitir uma opinião sobre o layout. Dê este tempo ao cliente e se ele não entrar em contato, cobre uma resposta após 4 ou 5 dias.

Durante a reunião de aprovação, não deixe de comentar que o próximo passo é a montagem e é preciso inserir o conteúdo (textos, imagens e fotos). Peça ao cliente para preparar este material pois isto influênciará no prazo de entrega do projeto finalizado.

Na parte IV iremos falar sobre como dar vida ao seu layout discutindo técnicas simples, como o check-list para evitar erros e refações.

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O cliente aprovou a proposta, conferiu todos os detalhes do projeto a ser criado, meu trabalho já começou e eu ainda não recebi nada! Qual é o próximo passo?

Um problema comum que às vezes precisamos enfrentar é o caso em que o cliente está em dúvidas em pagar por um serviço que ainda não foi executado. Além de dar garantias, como um bom contrato, você deve apoiar-se em seu portfolio, ele é sua maior referência. Aqui pode-se chegar a uma conclusão óbvia, mas nem tanto: quem é  seu maior e mais importante cliente?

É você mesmo!

Procure deixar seu material de divulgação, portfolio online, logotipo, impressos com aparência profissional e impecável. Não entre nessa de “Em casa de ferreiro, espeto é de pau”. Dedique tempo para formar sua própria imagem.

Depois de aprovada a proposta, iremos formalizar legalmente a prestação de serviços através de um contrato. No meu caso, como ainda não tenho empresa constituída, optei pelo contrato de pessoa física. Este tipo de contrato deve ter firma reconhecida e testemunhas, valendo legalmente em caso de problemas.

Após levar um número sem fim de calotes, resolvi consultar um advogado e construir um contrato que envolvesse todos os pontos do projeto. É importante explicar ao cliente que o contrato é uma segurança, tanto para ele que receberá o trabalho exatamente como pediu, quanto para você que receberá seu pagamento como estipulado.

Faça o Download: Modelo de contrato para construção de web-sites e outros projetos gráficos

Este contrato disponibilizado aqui é uma verdadeira jóia, pois prevê a maioria dos problemas que poderiam acontecer. Portanto, utilize o bom senso e faça bom uso desta ferramenta.

Contrato assinado, vamos por a mão na massa!

Já sei, agora abro o Photoshop e dá-lhe!

Nada disso! Agora é o momento de reunir todo o material coletado, referências, anotações e pensar em que conceito você vai utilizar no projeto.

Sugiro que você faça uma lista dos conceitos que pretende empregar no layout do web-site, um exemplo:

  • Força
  • Equilíbrio
  • Sobriedade
  • Dinamismo
  • Cores fortes

É claro que cada projeto irá precisar de uma conceituação diferente, pois cada cliente e área de atuação tem necessidades diferentes, público-alvo diferente. É isso que vai criar o diferencial.

Rough

O rough (diz-se ráfe) é como um rascunho do projeto. Pegue várias folhas de papel e desenhe o layout do web-site, defina as posições de cada elemento, faça uma pré diagramação de como layout será organizado. Onde estarão imagens, menus, textos, animações, etc.

Se for necessária fazer uma animação em flash, a melhor opção é desenhar um story board, em que é definido o que acontece em cada cena. Você ainda pode anotar ao lado de cada quadro os sons que serão tocados, se haverá narração, que tipo de imagem será necessária, etc.

Tomando estas medidas iniciais é possível prever rapidamente como o layout irá se comportar na tela e pode-se fazer correções antes mesmo de começar a criação propriamente dita.

Na parte 3 da nossa odisséia, falarei sobre como proceder com a criação do layout e o momento mais temido: a aprovação!

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Eu já tenho um cliente e ele quer um web-site! Ok, o que eu faço agora? Aqui estão idéias para você organizar o projeto de forma a não pular etapas e chegar a um resultado satisfatório.

O termo “design” muitas vezes é confundido com desenho, isto se deve primeiramente à falta de cultura em relação à profissão no Brasil, e em segundo, à nomenclatura do curso nas universidades brasileiras que adotaram “desenho industrial”. Na verdade a tradução que estaria mais próxima na língua portuguesa seria “projeto”!

O projeto de um web-site consiste em várias fases e a metodologia que exponho aqui é a que tenho utilizado para confeccionar os projetos de forma organizada. Portanto não é regra, pois cada designer irá definir sua própria metodologia, a que melhor se adapta à sua maneira de trabalhar.

Pesquisa

Uma das fases que considero mais importantes no desenvolvimento de um projeto é a pesquisa. É nesta fase que serão coletados os dados utilizados para dar uma direção ao trabalho de criação e execução. A primeira pesquisa deve ser feita junto ao cliente, o que usualmente chamamos de “briefing“.

Um briefing detalhado pode salvar você de ter que refazer todo o trabalho e servir como um documento no caso do cliente negar que havia pedido isso ou aquilo.

  • Peça ao cliente para lhe fornecer o logotipo (vale lembrar que logomarca não existe), se possível em arquivo digital e em vetor (Corel, Ilustrator) para evitar distorções na utilização.
  • Solicite todo o material impresso que o cliente tiver disponível, como folders, cartões, mala-direta, papelaria de escritório, flyers, catálogos de produtos, embalagens dos produtos, fotos da empresa, etc.
  • Se puder, leve uma câmera digital e tire algumas fotos do ambiente, dos produtos, da fachada. Isto vai ajudar a criar um repertório visual sobre o projeto.

Você ainda pode levantar alguns questionamentos para saber mais sobre a empresa, abaixo listo alguns tipos de perguntas que podem ser feitas:

  • Qual o objetivo do projeto? (divulgação, reforço da marca, recrutamento de pessoal, lançamentos, notícias, etc.)
  • Quais são os principais concorrentes?
  • A empresa atua localmente ou globalmente?
  • Pergunte sobre sites que o cliente acha interessantes e visita freqüentemente. Isto pode ajudar a sentir qual estilo o cliente aprecia.
  • Levante questões sobre o que o cliente espera do web-site. Ter uma meta definida pode levar o projeto para direções distintas.

Uma dica: comente com o cliente, da forma mais diplomática possível, que o projeto não destina-se a satisfação pessoal dele. O web-site é para o público da empresa e precisa atender à suas expectativas, não a caprichos ou gostos pessoais.

Respondidas estas questões, você pode formalizar uma proposta ao cliente, relacionando todos os combinados, valores e limitações.

Faça o Download: Modelo de proposta para construção de web-sites

Ao assinar a proposta o cliente está concordando que o trabalho será feito exatamente da maneira como você sugeriu. Esta proposta, que servirá como base para o contrato de prestação de serviços, é apenas uma etapa de conferência, onde o cliente tem a chance de observar o projeto como um todo.

Organizando e Continuando a Pesquisa

Com todo este material em mãos, e o que mais você conseguir, a pesquisa agora irá concentrar-se sobre a área de atuação do cliente. Visite inúmeros sites além dos indicados pelo mesmo, observe recursos, estilo visual e linguagem gráfica utilizada. É importante coletar boas idéias e tentar perceber qual o diferencial que cada web-site oferece.

Parta do pressuposto de que o projeto a ser desenvolvido precisa ser, no mínimo, melhor do que o melhor web-site da área. Assim você nivela seu trabalho por cima!

Pronto! Agora você já tem uma idéia do que é importante tanto para o cliente, quanto para o seu nicho de mercado. No próximo post falaremos da fase que antecede a criação, que podemos chamar de rough (ou rafe).

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